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Profa. Dra. Márcia Santos Duarte de Oliveira

Márcia Santos Duarte de Oliveira possui: mestrado em Linguística pela Universidade de Brasília (1995); doutorado em Linguística pela Universidade de São Paulo (2004); pós-doutorado na Universidade de Coimbra. É professora doutora da Universidade de São Paulo atuando nos seguintes temas: teoria da gramática; morfossintaxe do português falado no Brasil e do português falado na África; crioulos de base portuguesa do 'Atlântico'. É autora, entre outros, de (1) "Português do Libolo, Angola, e português afro-indígena de Jurussaca, Brasil" (Papia 22(2), 2013); (2) "O conceito de português afro-indígena e a comunidade de Jurussaca" (Peter Lang, 2015). Na área da pesquisa, destacam-se: (i) as investigações centradas na área ibíbio - Nigéria/ África - anos 1997/2004; (ii) a coordenação de um dos projetos sobre comunidades afrobrasileiras (área do Pará), que integra o 'Inventário Nacional da Diversidade Linguística' - Lei INDL (2010); (iii) o desenvolvimento do conceito "afro-indígena"; (iv) pesquisas e orientações de pesquisas em línguas crioulas da área denominada 'Alto da Guiné' e de variedades do português do oeste da África; (v) a coordenação do 'Projeto do Libolo' (Angola) - USP/UMAC (em conjunto com Carlos Figueiredo). No âmbito administrativo, integra as mesas diretoras da: Associação Brasileira de Estudos Crioulos e Similares (ABECS) - biênios 2015-2016 - e da Associação dos Crioulos de Base Lexical Portuguesa e Espanhola (ACBLPE) - biênio 2012/2014; 2015/2016. É membro do Conselho Deliberativo do Centro de Estudos Africanos (CEA) da USP - biênio 2015/2017. É editora da Revista PAPIA (biênio 2015/2016).


Projetos de Pesquisa

1. Município do Libolo, Kwanza Sul, Angola: aspectos linguístico-educacionais, histórico-culturais e socioidentitários

Descrição: No dia 05 de julho de 2013, oficializou-se - através de uma viagem de pesquisa à área do Libolo/ Angola - o Projeto "Município do Libolo, Kwanza Sul, Angola", doravante "Projeto do Libolo". O projeto é integrado por uma equipe internacional de 14 investigadores nas áreas da linguística, filologia, história e antropologia, dando continuidade a um projeto de investigação iniciado em 2011 pelo libolense (angolano) Prof. Dr. Carlos Figueiredo. Este projeto, vinculado à Administração Municipal do Libolo e com patrocínio da empresa angolana Global Seguros, transformou Calulo, durante o mês de julho de 2013, em polo angolano de investigação científica. O "Projeto do Libolo" envolve, em sua equipe, 6 investigadores diretamente ligados à Universidade de São Paulo (USP) e à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH - um deles, coordenador do Projeto. Envolve ainda um pesquisador da Universidade de Macau (China) (UMAC), também coordenador do Projeto. Integram ainda o projeto pesquisadores das seguintes Instituições: Fundação Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Federal de Roraima (UFRR), Universidade Federal de Integração Internacional de Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) e da École Centrale d'Életronique de Paris (ECE). O objetivo central dos pesquisadores - com sua atuação nos campos de pesquisa e intervenção científica e social: linguística, história e antropologia - é prestar apoio às autoridades e gentes do Libolo. No campo da pesquisa, abrem-se amplas perspectivas de investigação. Citamos: ampliam-se as investigações acerca do português falado em África, do português brasileiro, das línguas bantas, com ênfase no quimbundo do Libolo, que participaram do contato com o português (e outras línguas), novas abordagens históricas, novas abordagens antropológicas, novas abordagens sociológicas, novas abordagens filológicas, desenvolvimento de trabalhos em áreas linguísticas especificas a partir de recolhas de dados de fala do português do Libolo e do quimbundo do Libolo e ainda documentação sociohistórica do município do Libolo..

2. Línguas "Crioulas" e Português em Contato no Atlântico

Descrição: expansão ultramarina portuguesa acarretou a difusão da língua de Portugal pelo mundo e esse impacto linguístico português ainda hoje está sendo registrado. Em condições históricas muito específicas (quase sempre associadas ao flagelo da escravidão ou ao modelo de produção tipo ?plantation? ou às fortalezas) surgiram línguas que vieram a ser conhecidas como ?crioulas de base portuguesa?. Essas línguas (chamadas de base portuguesa) possuem o léxico majoritariamente português, embora haja influências regionais (africanas ou asiáticas) na fonologia e na morfossintaxe. Entender os sistemas linguísticos dessas línguas nos permite, ao mesmo tempo, lançar novas luzes para reavaliarmos uma série de fenômenos linguísticos presentes no português falado no Brasil e no português falado na África ? e, de certa forma, ausentes no português europeu. Portanto, o projeto pretende estudar a problemática da ?crioulística?, focando-se na ?crioulística de base portuguesa?. O objetivo do projeto é, portanto, investigar aspectos linguísticos (morfossintáticos) dessas línguas e também investigar o português falado na região atlântica, em geral, em contato com as línguas chamadas ?crioulas de base portuguesa? e a(s) língua(s) local(is). O projeto visa ainda o estudo do português de contato da região norte do Brasil, centrando-se em uma subvariedade específica denominada ?afro-indígena?. Pretende-se, na medida do possível, o cotejo entre as diversas variedades de português em contato no Atlântico..

3. A língua portuguesa no tempo e no espaço: contato linguístico, gramáticas em competição e mudança paramétrica

Descrição: Este projeto visa a revisitar a história do português do século XV ao século XXI, em Portugal e no eixo Brasil-África, dentro de uma abordagem comparativa baseada na noção de parâmetros, tal como é formulada na Teoria de Princípios e Parâmetros de Chomsky (1985, 2008), em particular nos seus últimos desdobramentos no quadro do Programa Minimalista. Para atingir esse objetivo, pretende-se usar os textos anotados disponíveis no Corpus Tycho Brahe, nos quais é possível fazer buscas automáticas de construções sintáticas. Faz parte deste projeto alargar a base de textos sintaticamente anotados para 1.500.000 palavras em textos portugueses, 600.000 palavras em textos brasileiros, e 150.000 palavras em documentos africanos, além de elaborar um analisador sintático automático (parser) para o português.


Grupos de Pesquisa

A língua portuguesa no tempo e no espaço

site / DGP

Estudos Crioulos de Base Portuguesa e Português na África

site / DGP

Estudos de prosódia em português: comparações entre as variedades brasileira e africanas

site / DGP

Estudos do português urbano e rural da região norte

site / DGP


Email: marcia.oliveira@usp.br

Currículo Lattes



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