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Profa. Dra. Flaviane Romani Fernandes

Possui graduação em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas e Doutorado em Linguística pela mesma instituição, com período sanduíche na Universidade de Lisboa. Atualmente é professora na área de Filologia e Língua Portuguesa, junto ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Teoria e Análise Linguística. Suas investigações concernem ao estudo da fonologia e da fonética da língua portuguesa, com especial interesse na prosódia, na interface sintaxe-fonologia e na comparação entre variedades do português.


Projetos de Pesquisa

1. Fraseamento prosódico em português: comparações entre as variedades brasileira e africanas

Descrição: Este projeto tem como objetivo o estudo prosódico comparativo entre a variedade vernacular brasileira (PB) e as variedades de português faladas em Guiné-Bissau (PGB) e Angola (PA) (município do Libolo). Tal análise comparativa busca testar, para as essas variedades de português, o modelo de línguas parcialmente reestruturadas proposto por Holm (2004). No alcance dos objetivos, este projeto tem como metas: (i) a constituição de bases de dados do PB, do PGB e do PA (município do Libolo); (ii) a análise prosódica desses dados, no que concerne ao estudo da relação entre a atribuição de eventos tonais ao contorno entoacional e a formação de domínios prosódicos; e (iii) a comparação, entre as referidas variedades de português, dos resultados obtidos da análise prosódica..

2. Município do Libolo, Kwanza Sul, Angola: aspectos linguístico-educacionais, histórico-culturais, antropológicos e sócio-identitários

Descrição: A importância sócio-histórica e linguístico-cultural da comunidade do Libolo surge intimamente relacionada com as origens do Município. A forte resistência, por parte dos chefes indígenas e suas populações, à fixação de colonos e políticas de aculturação da região determinadas pela administração portuguesa, são atestadas desde o século XVI, ou seja, desde os primórdios da chegada dos portugueses a Angola. Acredita-se que a resistência do Libolo tem também, na sua base, a defesa da população contra o resgate de escravos levado a cabo na região, enviados depois para a zona costeira (Amboim), antes de serem embarcados para o entreposto de São Tomé. O modo como se terá processado este resgate e o comércio que o sustentou está longe de se encontrar devidamente documentado, o que constitui um aliciante incontornável para os estudos científicos sobre a história da região. A confirmar-se o historial de resgate e comércio escravagista no Libolo, estar-se-á a contribuir com dados históricos precisos para o estudo não só do tráfico desenvolvido entre os dois lados do Atlântico, Angola e Brasil, sobretudo no século XVII, em que foi intenso o envio de negros da zona banta da primeira para o segundo, mas também do entendimento sobre traços e fenômenos linguístico-culturais transplantados para o Brasil e América Caraíba, via língua e hábitos sócio-culturais dos escravos ali resgatados e embarcados..


Grupos de Pesquisa

Estudos de prosódia em português: comparações entre as variedades brasileira e africanas (Líder)

site / DGP


 

 

Email: flaviane@gmail.com

Currículo Lattes



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